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25 de junho de 2020

Shu-ra-ri: o que uma filosofia japonesa tem a ver com o ágil?

Você já ouviu falar no Shu-ha-ri? Esta é uma filosofia japonesa, muito aplicada às artes marciais, mas que vem sendo usada para ilustrar os estágios de um time ágil. Mas, o que esta antiga filosofia japonesa pode ter a ver com metodologias relativamente novas?

Pode ser algo que não seja muito intuitivo, especialmente à primeira vista, mas a verdade é que existe muito em comum com o aprendizado das artes marciais e o desenvolvimento de uma equipe ágil, assim como o aprendizado de qualquer outro conhecimento prático. E é isso que vamos mostrar neste post.

Confira o que o Shu-ha-ri tem a ver com o ágil.

 

Shu – Seguindo as regras

Shu-ha-ri ágil

Nas artes marciais, quando os estudantes estão em Shu, eles estão começando a sua jornada. Por isso, apenas obedecem às regras passadas pelos mestres, sem nenhum questionamento e sem nem tentar entendê-las. Portanto, também não buscam modificá-las, mesmo porque, ainda não tem a capacidade para isso.

Nos modelos ágeis, este é o momento em que a equipe começou a adotá-los. No Scrum, por exemplo, existem diversas regras.

O gestor, que se tornou Product Owner e está implementando o modelo, busca garantir que a equipe siga as regras rigidamente. Por exemplo, ele leu que uma das principais regras do Scrum é a Daily Scrum, uma reunião diária de 15 minutos, em que cada um responde três perguntas (confira este texto para descobrir quais são essas três perguntas e muito mais sobre a Daily Scrum). No início do processo, o PO e o Scrum Master fazem a reunião, sem levar um minuto a mais ou a menos.

Quer entender tudo sobre as metodologias ágeis? Então, lembre-se de conferir o nosso blog para ler outros artigos como este!

Ha – Quebrando as regras

Shu-ha-ri ágil

No Ha, o aluno de artes marciais já tem mais experiência. Ele pratica há um tempo e começa a pensar no assunto, questionar e buscar formas de melhorar a sua prática pessoal. A figura do mestre perde a força e o aprendizado passa a ocorrer das experiências do próprio aluno.

Voltando a nossa associação com o Scrum, os membros da equipe já entendem o objetivo da Daily Scrum. Sabem ser mais eficientes e flexíveis, fazendo com que ela leve um tempo um pouco maior do que o necessário, ou menor, dependendo do dia. Ou seja, podem “quebrar” algumas regras (sem ferir os princípios do ágil) e sair de algo mais mecânico para o flexível, sempre com o objetivo de aprimorar a aplicação do Scrum e a agilidade da equipe.

Ri – Extrapolando as regras

Shu-ha-ri ágil

Quando o aluno de artes marciais está em RI, ele não se preocupa mais com as regras. Na verdade, ele ainda as segue, mas o processo se torna mais natural e ele não precisa pensar mais nisso. Elas estão tão enraizadas nele, que se torna parte da sua rotina. Ele pode aprender através da autodescoberta, sem deixar de considerar a opinião do mestre.

Quando o time de ágil chega ao Ri, ele pode “abandonar totalmente” a Daily Scrum, desde que exista algum outro ritual ou artefato que garanta o alinhamento constante e a remoção de impedimentos do time. O objetivo e os princípios básicos da técnica ainda estão lá, mas a forma como ela feita é a que faz mais sentido para a equipe.

As metodologias ágeis indicam que toda equipe chega neste estágio em algum momento. Afinal, seu maior propósito é ser flexível. Como já dizia o próprio Manifesto Ágil: “Software em funcionamento mais que documentação abrangente”, ou, adaptando para o exemplo em questão “equipe ágil mais que práticas rígidas”.

Por isso, o objetivo é que cada equipe consiga usar o framework do Scrum, ou qualquer outra metodologia ágil, aplicando-a da melhor forma possível a sua realidade.

Gostou do post? Quer conhecer mais sobre as metodologias ágeis e como aplicá-las no seu negócio? Então, confira o nosso material completo sobre o Scrum e descubra as melhores dicas para implementar esta metodologia na sua organização!

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