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7 de abril de 2020

Efeito Pigmaleão: O que é e qual a relação com liderança?

Você já ouviu falar no efeito Pigmaleão? Este é um mito antigo, mas que reflete muito bem um aspecto crucial do comportamento humano. Para você, que é líder de uma empresa ou de uma equipe, este mito traz uma lição importante sobre como você pode estar influenciando os resultados da sua equipe, sem nem saber!

Se você tem certas dificuldades em como gerenciar as suas expectativas sobre os resultados da equipe, confira o post e entenda como o Efeito Pigmaleão afeta sua empresa!

Entendendo o mito do Pigmaleão

Resumidamente, o mito narrado pelo poeta romano Ovídio, conta a história de Pigmaleão, um escultor e rei da ilha de Chipre que não era casado e, segundo o autor, havia decidido viver em celibato na ilha por não concordar com o comportamento das mulheres da região.

Determinado a cumprir sua promessa, Pigmaleão se dedicou ainda mais à arte de esculpir. Foi então que ele decidiu criar uma estátua que seria a representação da mulher ideal segundo a sua visão.

Após concluída, o artista ficou encantado por sua criação, crendo que esta era a melhor obra que já havia feito.

O problema foi que, em meio a tanta admiração, Pigmaleão se apaixonou pela estátua, a qual deu o nome de Galatéia. Ele a tratava como se fosse de “carne e osso”: dava presentes, fazia carinho, a vestia com roupas e joias e chegou até ao ponto de se casar com ela.

Porém, sua “esposa adorada” era apenas de marfim, fria e sem vida, o que o condenou a uma tristeza profunda.

A Deusa Afrodite sentiu pena do artista e lhe concedeu o desejo de transformar a estátua em uma mulher de carne e osso com a qual Pigmaleão casou e teve uma filha.

Pigmaleão conseguiu, pelos mais diversos fatores, que a estátua virasse uma mulher de verdade através do depósito de uma grande expectativa nessa causa. Embora um pouco macabro, o mito traz um elemento muito interessante do comportamento humano, que já foi estudado extensivamente por psicólogos.

Efeito Pigmaleão e Liderança

O que é o Efeito Pigmaleão?

A partir desta história, dois psicólogos americanos fizeram um estudo nos anos 60 que deu origem ao que chamaram de Efeito Pigmaleão. A ideia era responder uma pergunta simples: será que nossa expectativa realmente influencia a realidade?

Para descobrir a resposta, eles fizeram um experimento em que dividiram uma classe de alunos  de uma escola na California em dois grupos. Apesar de ambos terem a mesma capacidade intelectual, o professor que daria a aula foi informado que um grupo da turma apresentava melhores desempenhos do que o outro.

Então, com esta informação, o professor passou a encorajar (consciente e inconscientemente) os alunos que acreditava serem “os melhores”. Ao final do semestre, curiosamente, estes alunos de fato tiveram notas maiores do que a outra metade.

Como o nível intelectual de todos era o mesmo, o natural era que as notas fossem semelhantes. Porém, a crença do professor de estar lidando com uma metade mais intelectual, gerou uma expectativa que este grupo teria melhores desempenhos o que, consequentemente, se manifestou em atitudes conscientes e inconscientes do professor que ocasionaram numa diferença na performance dos alunos.

A conclusão do experimento é que “Criar expectativas sobre alguém pode fazer com que essas expectativas se tornem reais”.

O que o efeito Pigmaleão tem a ver com a liderança nas empresas?

Então, dentro das organizações modernas, o efeito Pigmaleão também afeta os resultados das equipes. Segundo o experimento, aqueles que têm um rótulo negativo são muito mais propensos a, de fato, falharem. É uma espécie de profecia autorrealizável.

Este comportamento é muito fácil de observar na prática. Se o gestor não acredita em um colaborador, ele é menos propenso a dar feedbacks adequados e pode ser muito menos receptível a ajudá-lo. Pior do que isso: pode ter uma tendência a interpretar suas ações como negativas e prejudiciais para a organização.

Um exemplo simples é em relação ao pedido de ajuda. Quando um colaborador que o gestor vê de forma positiva pede ajuda, ele interpreta como um sinal de respeito ou de crescimento. Por outro lado, se a visão for negativa, o pedido de ajuda é interpretado como falta de capacidade em fazer a tarefa.

Gostou desta analogia com Liderança? Então você provavelmente vai gostar do texto “O que dirigir um carro e liderar uma equipe tem em comum?

Isso coloca o colaborador em uma posição menos protagonista de seus próprios resultados. Existe um livro, “The set-up-to-fail syndrome”, que pode ser traduzido como “A síndrome do preparado para falhar”, que ilustra bem este comportamento.

O Efeito Pigmaleão é bastante prejudicial para as equipes e vai contra o objetivo de um bom líder. Afinal, entendendo que liderança é “influenciar pessoas a trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns”, será que essa é a melhor influência para os liderados?

Vale a pena tirar alguns minutos para refletir como você exterioriza suas expectativas no ambiente de trabalho (ou em qualquer outro ambientes).

Caso tenha interesse em aprofundar em outros conhecimentos sobre liderança, confira também o nosso E-Book: “Liderança para Gestores: Como criar uma equipe sem medos?”.

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