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21 de maio de 2020

Como os líderes podem motivar e manter uma equipe engajada?

Como ter uma equipe engajada? Como posso motivar o meu time? Essas perguntas geralmente ecoam na cabeça dos líderes.

Junto com um desejo de ser um bom líder vem as mais diversas dúvidas sobre o que realmente fazer para construir uma equipe engajada e motivada. 

Com o passar do tempo e por meio de muita pesquisa sobre a ciência da liderança, percebemos que não são atitudes grandiosas ou mesmo ultra planejadas (como uma grande comemoração, premiação, palestras) que necessariamente tornam equipes mais engajadas.

Até porque, como diria Mário Sérgio Cortella:

“É impossível motivar o time. É possível, porém, oferecer estímulos para que cada indivíduo do time abra a sua própria porta da motivação.”

Ou seja, essas atitudes são importante e geram estímulos para sua equipe. Mas é o que o líder faz no dia a dia que realmente pode transformar a qualidade do engajamento de um time no decorrer do tempo.

O que um bom líder pode, na prática, fazer para construir uma equipe mais engajada?

Esta é uma pergunta-chave que nós do IEEP tivemos como norteadora para uma pesquisa exploratória com os liderados das mais diversas organizações que atuamos.

Decidimos investigar na prática, quais são os pontos chaves para uma equipe engajada.

Iremos conversar neste texto sobre a ótica de dois clientes, que iremos preservar a identidade, para elevar nosso grau de profundidade e iluminar sobre quais caminhos um bom líder pode seguir.

A pesquisa: Como você avalia as práticas do seu líder?

A intenção desse estudo não foi de avaliar pessoalmente como os líderes se comportam ou deixam de comportar, e sim, fazer uma análise pragmática sobre quais práticas realizam ou não com seus colaboradores e como isso pode ter relação frente ao engajamento dos mesmos.

Nas duas diferentes empresas, fizemos a mesma pergunta através de um formulário online e anônimo:

“O quanto você se considera engajado e motivado de 1 a 7? Sendo 1 nada engajado e  7 extremamente engajado’’

As respostas obtidas foram:

  • Empresa 1: 52 colaboradores responderam 1, 2 ou 3 (16% do total de entrevistados)
  • Empresa 2: 22 colaboradores responderam 1, 2 ou 3 (8% do total de entrevistados)

Sob a perspectiva de mergulhar em um cenário de pessoas que se auto classificaram como pouco engajadas, o IEEP decidiu procurar por alguma congruência entre os respondentes.

A pesquisa contava com a análise de diversos fatores e práticas em que o colaborador afirmava com qual frequência seu líder a realizava, também de 1 à 7. Dentre elas:

  • Feedbacks;
  • Reconhecimento;
  • Desenvolvimento profissional;
  • Felicidade, auto estima e bem-estar;
  • Segurança Psicológica;
  • Direcionamentos de trabalho;
  • Vulnerabilidade.

As respostas do “recorte dos desengajados” foi o seguinte:

Práticas de Liderança e Engajamento de Equipes

(Caso esteja difícil de ver os dados, você pode clicar na imagem que ela abrirá com maiores dimensões em outra aba)

Como interpretamos os resultados?

Como uma ciência profunda e complexa, entendemos que a liderança está muito mais atrelada ao que se faz do que ao que se é. 

Liderar não é dom. Líderes quando alteram seus comportamentos e práticas, conseguem criar equipes mais motivadas e engajadas. 

 Nossa pesquisa elucida alguns pontos principais para colocar luz na jornada de um líder mais eficaz.

Se pudéssemos escolher 2 pontos principais para sugerir um start na sua jornada de formação como líder, seriam os seguintes aspectos, que consideramos primordiais para a criação de uma equipe engajada:

  • Como oferecer bons feedbacks e reconhecimentos individuais para minha equipe;
  • Como oferecer bons direcionamentos de trabalho para minha equipe.

Como Feedbacks e reconhecimentos melhoram o engajamento da equipe

 

De acordo com a pesquisa realizada pela Gallup News e Globoforce: 58% dos gerentes pensam que dão feedbacks suficientes, mas 69% dos funcionários dizem que iriam trabalhar mais se sentissem que seus esforços estavam sendo mais bem reconhecidos.

Por mais que a importância do feedback já tenha “caído na boca do povo”, muitos líderes ainda deixam de lado essa prática, como podemos ver na pesquisa, por fatores diversos: inexperiência, medo de ser mau interpretado, falta de tempo ou mesmo por não enxergar os resultados que um feedback pode trazer.

Segundo Andy Grove, uma das primeiras lideranças expressivas da Intel:

“90 minutos com o seu time pode melhorar a qualidade do trabalho entregue por 2 semanas”

Nesta ótica, utilizar o seu tempo (mesmo que escasso) oferecendo feedbacks para seu time, na verdade, é um investimento na qualidade do trabalho que será entregue.

Para se sentir mais confiante em dar um feedback, vale a pena conhecer uma boa técnica  chamada “Feedback Wrap”:

Que organiza o feedback em cinco etapas:

  1. Descreva seu contexto

Com o objetivo de que seu liderado capte melhor a situação e o contexto sobre qual fato/atitude você irá tratar no feedback.

  1. Liste suas observações

Aqui tornamos o feedback mais palpável, falar sobre os fatos afasta interpretações dúbias, fazendo com o que o receptor foque no que está sendo discutido naquele momento e consiga entender o que fez ou deixou de fazer e como o seu líder percebeu e observou isso.

  1. Expresse seus sentimentos

É muito importante dizer sobre como os fatos influenciaram seus sentimentos e seu trabalho como líder, sem culpar ninguém em específico e trazendo maior entendimento sobre o assunto

  1. Explique o valor

Este é o momento de expressar suas necessidades e como pra você é importante que aquele feedback seja levado a sério.

  1. Ofereça algumas sugestões

Por fim, você permite que a pessoa descubra o que precisa ser feito para fechar a lacuna entre as necessidades e os fatos, e você oferece uma ou duas sugestões para levar as coisas adiante.

Veja também que, um dos fatores também que chamam a atenção na pesquisa, é uma falta de auxílio ao desenvolvimento profissional. O feedback é uma excelente forma para oferecer esse auxílio.

Caso você queira ler um pouco mais sobre esse tema, fizemos um artigo bem esclarecedor sobre feedback. Você pode conferi-lo clicando aqui.

Direcione o trabalho para ter uma equipe engajada

Sobre direcionamento de trabalho falamos sobre a sua equipe saber o que deve ser feito. E pasme: saber de verdade.

Muitas vezes caímos da falácia de acreditar que “já está óbvio” para a equipe, quando na verdade, os colaboradores se sentem perdidos em como preencherem suas rotinas para atingir os resultados esperados pelo líder e pela organização como um todo.

Crie um bom sistema de trabalho para a sua equipe e seja um suporte para que ele funcione. Como sistema entendemos:

  • Metas & Aspirações

Construa as metas com o seu time: onde queremos chegar? por qual sonho nós lutamos? Como saberemos se estamos no caminho certo? 

  • Regras & Normas

Quais as regras e normas para este time? E para nossa empresa? O que é esperado de um colaborador? O que não é aceito? Quais os limites a seguir?

Evite que cada um crie seu próprio entendimento sobre as regras, deixe em panos limpos.

  • Modelo operante (reuniões, integração, projetos, etc)

Quais são os rituais imprescindíveis para que o trabalho funcione? Quais são os compromissos inadiáveis? Quais projetos encostam no objetivo do meu liderado?

  • Entendimento do que deve ser feito

Por fim, depois de explicar quais são as entregas, quais são os projetos e a demanda que você como líder está passando para o seu time, faça diversas perguntas para avaliar o real entendimento:

    • O que vocês entenderam sobre essa demanda?
    • Sendo assim, o que deverá ser feito a partir de agora?

Lembre-se da falácia do óbvio que falamos mais acima!

Uma jornada em espiral

Para se tornar um bom líder o caminho se parece muito mais com um espiral do que com uma linha: os caminhos se confundem, sobem, descem e são variáveis de acordo com o seu contexto, time e diversos outros fatores.

O mais importante, entretanto, é contar com uma jornada constante de evolução e desenvolvimento pessoal que frequentemente: aplica novas práticas, pede feedback da equipe e ocupa um lugar de humildade, sempre questionando o time sobre o que  e como pode melhorar.

Não há atalho para se obter uma equipe mais engajada. Antes mesmo de seguir os dois passos que destrinchamos acima, sente com seu time e pergunte: 

Como posso melhorar como líder? 

Por este caminho os dois passos entrarão na sua jornada de forma mais fluida e conectada com os objetivos do seu time.

Gostou desse texto? Então você provavelmente também vai gostar do nosso E-Book gratuito “Liderança para Gestores: Criando uma Equipe Sem Medo” no qual abordamos a segurança psicológica e como desenvolve-la em uma equipe.

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