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4 de fevereiro de 2020

O que o Super Bowl pode te ensinar sobre o Scrum?

Você sabia que scrum é o nome de uma jogada de Rugby?

E pela semelhança entre os esportes, já podemos naturalmente fazer um paralelo entre o método ágil e o futebol americano. Nesse domingo, conseguimos observar vários aspectos do Scrum durante o Super Bowl, a final do futebol americano que aconteceu entre Kansas Chiefs e o San Francisco Forty Niners.

O jogo foi emocionante, com virada no final, adaptações e um time campeão que não levantava o título há décadas.

Mas o que o Super Bowl tem a ver com o Scrum?

Se você não conhece o Scrum, leia este artigo primeiro.

Para quem conhece, no método temos três papéis principais:

  • o Product Owner (PO), aquele que direciona as prioridades e mostra a direção para o time;
  • o Scrum Master, responsável por remover os impedimentos do time e trazer produtividade à equipe;
  • o time que irá executar as entregas – de um projeto, por exemplo.

Durante a final, deu para perceber que esses papéis foram desempenhados durante o jogo.

Os quarterbacks atuavam como um PO, pois eles eram aqueles que jogavam a bola para direcionar as jogadas do time.
Os técnicos à beira do campo tentavam organizar o time da forma mais efetiva para as jogadas acontecerem com rapidez e qualidade.
Enquanto os demais membros do time garantiam a execução das jogadas, pois eram eles quem recebiam a bola e avançavam, muitas das vezes.

O jogo teve diversos momentos de altos e baixos e deu para perceber a importância, por exemplo, do Product Owner. Quando o quarterback (PO) direcionava mal a bola, as jogadas não aconteciam e eventualmente havia interceptações por parte do outro time. Na gestão ágil de projetos acontece a mesma coisa: quando um PO define mal as prioridades, o time simplesmente não avança e às vezes acaba até mesmo indo para trás.

Porém, não podemos colocar toda a responsabilidade nesse papel, o time alinhado e de alto desempenho garante a continuação do trabalho.

No Super Bowl, muitas das vezes os jogadores, sobretudo os corredores, tiveram que se adaptar no meio da jogada para que o avanço realmente acontecesse. No mundo corporativo essa situação também acontece e é potencializada, claro, pelo Scrum Master (técnicos) que irão organizar a equipe para que o time progrida e seja efetivo.

Pilares do Ágil no Super Bowl

Por fim, deu para ver alguns princípios ágeis durante a grande final.
O primeiro é que, na prática, pessoas são mais importantes que processos e ferramentas, pois quando o jogo estava no final, como o time dos Chiefs (equipe campeã) se organizou e se superou mentalmente para vencer o adversário foi mais determinante que qualquer tática previamente definida.

O segundo pilar foi que para ter uma virada histórica, o time teve que mudar drasticamente o modo de jogar no segundo tempo. Antes o Kansas City mesclava claramente jogadas terrestres com jogadas áreas.
No último quarto do jogo (momento da virada), os vitoriosos tiveram que se adaptar para um jogo essencialmente aéreo para vencer o jogo. E isso trata de um dos grandes pilares da agilidade: é mais importante ter capacidade de resposta do que seguir um plano cegamente.

No mais, o jogo foi incrível para os amantes da bola oval e vale a pena assistir. Afinal o campeão teve justamente as características que deram origem ao nome da metodologia: todos do time, unidos por um objetivo comum, colaborando um com o outro e respondendo rapidamente a mudança.

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