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28 de fevereiro de 2019

Planejando a estratégia sem rodeios – entenda como fazer para sua empresa

Tudo começa pelos objetivos. Muitos estudos já foram feitos sobre o que determina uma equipe e uma organização de alta performance. As conclusões são diversas: engajamento, energia, autonomia. Além de interfuncionalidade, segurança psicológica, vulnerabilidade, entre outras dezenas de características. Essas, que podem determinar o nível do desempenho coletivo.

Uma característica, porém, sempre é considerada premissa de uma equipe ou organização de sucesso: clareza compartilhada do propósito ou objetivo a ser atingido.

A estratégia

A estratégia é o que vai promover essa clareza dentro de um time. Conhecemos os efeitos negativos da falta de clareza. Existe um fenômeno que acontece com uma empresa sem objetivos claros e estratégia bem definida conhecido como “o voo da galinha”.

Voar não é uma das grandes habilidades de uma galinha. Pode-se dizer, até, que a galinha não voa, ela quase voa. Isto é, as empresas que não tem objetivos claros e compartilhados e direcionamento como atingi-los praticam constantemente o voo da galinha: sempre mudam de direção e quase nunca alcançam resultados expressivos.

Tal fenômeno provoca desperdício de recursos e desmotivação generalizada do time.

Definir a estratégia da organização, porém, vem com diversos desafios. A grande questão não é apenas definir a estratégia, mas sim defini-la corretamente e com agilidade.

Nós, do IEEP, acreditamos que o primeiro passo para definir a estratégia de uma organização está na compreensão do contexto. É necessário entender como se encontram o ambiente interno e externo da organização antes de definir anseios e metas.

Essa compreensão deve ser multidimensional e também é pautada na compreensão do histórico de resultados gerais da organização. Quantos mais aspectos dos ambientes forem compreendidos, mais fáceis as outras etapas serão. Essa compreensão deve ser construída de forma colaborativa, utilizando ferramentas direcionadas, como a matriz BCG e a matriz SWOT.

A compreensão geral dos ambientes facilita a próxima etapa que consiste na definição do principal anseio da organização. É necessário que haja uma aspiração capaz de congregar todos os colaboradores ao seu redor. Essa etapa de construção é reflexiva e, inicialmente, individual. A convergência desse objetivo principal deve ser facilitada e dinâmicas de priorização, como dot voting, são recomendáveis.

Definido o Objetivo

Após a definição de um objetivo inspirador e compartilhado, a próxima etapa está em entender como ser bem-sucedido em relação a esse objetivo. A metodologia que valorizamos nessa etapa é a Where to play e How to win. Roger Martin e A.G. Laffley são autores do livro “Jogar para vencer – como a estratégia realmente funciona”.

Nesse livro, eles trazem o conceito de que, a partir do objetivo geral, a organização deve entender Where to play, ou seja, onde ela vai jogar, onde vai atuar. Essa ideia parte da premissa que a empresa, para ser bem-sucedida, não deve atender a todos os tipos de cliente. Mas sim segmentar a atuação de modo a aproximá-la do objetivo geral.

O “onde jogar” pode ser um mercado (imóveis, por exemplo), um segmento dentro de um mercado (locação de imóveis, por exemplo) ou um ponto específico de uma cadeia de valor (corretagem de imóveis, por exemplo).

Diferenciar a empresa

Depois, focamos em entender How to win, ou seja, como vencer no segmento onde a organização decidiu atuar. Essa fase consiste em entender o que vai diferenciar a empresa possibilitando uma vantagem competitiva, fazendo com que ela, de fato, “ganhe” no ramo definido. Para tanto, a formulação de uma Proposta Única de Valor pode representar o How to win de uma empresa.

Para formular a proposta, busca-se responder à pergunta: qual valor que apenas nós podemos entregar para os clientes, possibilitando grande vantagem competitiva no mercado? Uma boa ferramenta para responder essa pergunta é o Canvas da Proposta de Valor. Esse permite uma compreensão ampla tanto do cliente quanto do produto a ser oferecido.

Identificar as bases de diferenciação de uma empresa em um determinado nicho, porém, é apenas parte da resposta. É interessante entender o conjunto de atividades e funções da empresa que permitem que a Proposta Única de Valor seja realmente única e, de fato, agregue valor aos clientes.

Os Mapas de Atividades (ou Activity Maps) podem mostrar visualmente o que suporta a proposta de valor, o que está por trás dela. Segundo Michael Porter, os Mapas de Atividades “mostram como a posição estratégica de uma empresa está contida em um conjunto de atividades específicas projetadas para entregá-la”.

Estratégia fora dos documentos de gaveta

A estratégia não deve ser algo contido apenas em extensos documentos que acabam dentro da gaveta. Ela deve ser praticada no dia-a-dia, por todos os colaboradores, em todas as suas ações. Para isso, ela deve ser clara e tangível, de modo que todos entendam seu papel nela. A próxima etapa, portanto, é a definição de objetivos tangíveis e metas.

A metodologia que indicamos para essa etapa traz responsabilização, engajamento e agilidade; características essenciais para uma boa estratégia nos dias de hoje. Estamos falando das OKRs, metodologia ágil de gestão de metas que dirá se a organização (e seus times) está conseguindo vencer no segmento que escolheu seguindo sua aspiração principal. Entenda mais sobre OKRs aqui.

As etapas descritas não demoram meses para serem executadas e não resultam em planos estratégicos de longo prazo que são engolidos pela volatilidade do mundo atual. São etapas que vão definir uma boa estratégia para sua organização. Sem rodeios.

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